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Empresas devem ser julgadas também por seus intangíveis

Para consultores, balanços que levam em conta apenas valores econômicos e financeiros não são mais suficientes

A transparência nas companhias é igual ao cinto de segurança no automóvel. Começou como uma lei, mas o valor já foi reconhecido. Essa é a comparação que Carlos Airton Pestana, diretor-presidente da Governance Solutions, fez para falar de governança corporativa durante sua palestra no Business + Agri Forum, que acontece esta semana em Comandatuba (BA).

O consultor lembrou que hoje uma empresa recebe um julgamento mais positivo do mercado ao informar com antecedência seus problemas e prestar contas de maneira responsável. No entanto, o valor das empresas ainda está muito focado nos balanços econômicos e financeiros. "Muito valor criado pelas companhias é intangível", pontua.

Esse valor varia de uma empresa para outra, de acordo com Daniel Domeneghetti, da DOM Strategy Partners. "Para algumas empresas, é a marca, para outras, pode ser a credibilidade ou o poder de barganha." A mensuração desse valor ainda é difícil, por isso, Domeneghetti apresentou alguns tópicos da metodologia desenvolvida pela DOM para fazer isso. "As companhias precisam separar os geradores de valor de curto prazo e de longo prazo", finaliza.


29/08/2006
Fonte: IT Web

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