
Rotatividade de CEOs bate recorde em 2005
Cerca de metade (470) das empresas Fortune 1000 trocaram de presidente.
Até o ano passado, o mercado nunca havia visto um rodízio tão intenso de presidentes de grandes empresas, conhecidos como CEOs no mundo corporativo. O número de executivos que perderam o cargo chegou a 129 em 2005, representando um crescimento de 126% na comparação com 2000. O volume de demissões é 32% superior ao registrado em 2004. Os dados são da edição 2005 do estudo "CEO Succession Tracking Survey", conduzido pela companhia de relações públicas Burson-Marsteller nos Estados Unidos, e cuja base são as empresas listadas pela Fortune 1000.
Desde 2000, ano da primeira edição do estudo, cerca de metade (470) das empresas Fortune 1000 trocaram de presidente. O número de novos CEOs vindos de fora subiu 67% ante 2004. Eles representaram 43% das novas contratações em 2005. A Burson considera executivos vindos de fora aqueles que trabalhavam em outra empresa ou que estão na companhia que passaram a presidir a menos de três anos.
Outra constatação do estudo é que o período de transição entre os CEOs foi significativamente reduzido de em 2005. É que especialmente em 2004, por causa das prolongadas transições de James Dimon, do JPMorgan Chase, que levou 716 dias, de Donald Felsinger, da Sempra Energy (570 dias) e de Janet Robinson, da The New York Times Company (317), a média do período de troca foi de 66,9 dias. Nos demais anos, o intervalo entre o primeiro anúncio público de um novo presidente e a sua posse de fato foi de aproximadamente um mês.
28/03/2006
Fonte: COMPUTERWORLD